Um Rio de tintas – The Color Run chega ao Brasil

O Aterro do Flamengo já é conhecido como ponto tradicional das corridas no Rio de Janeiro, porém no domingo, dia 16, as ruas do local receberam um toque diferente. Azul, amarelo, roxo, rosa, verde, a cor sem graça do asfalto ganhou vida nas vias entre o centro e a zona sul da Cidade Maravilhosa.

A The Color Run aterrizou no Rio de Janeiro depois de passar pelas principais capitais do mundo. A cidade, que vive um cenário de preparação para grandes competições, era o lugar ideal para espalhar esta nova ideia. Então, uniu-se o útil ao agradável, como explica o representante da corrida aqui no Brasil, Wellington Fontes: “a escolha do Rio foi devido à cidade estar vivendo um momento bastante especial, pois irá sediar grandes eventos esportivos”.

(Foto: João Pedro Lazanha) Cerca de 10 mil corredores lotam as ruas do Aterro do Flamengo, no Rio.

O compromisso da prova não era fazer o melhor tempo e sim tornar o dia melhor, sabendo que é possível fazer um percurso com requintes de diversão. Correr não era obrigação, os 10 mil participantes da corrida das tintas puderam caminhar, passear e, principalmente, curtir a energia boa do evento. Até mesmo os que normalmente não são adeptos às corridas urbanas aproveitaram a Color Run, como é o caso da publicitária Julia Abreu, de 24 anos.

- Me inscrevi por insistência das minhas amigas. Nunca gostei de correr em meia maratona, esteira na academia, etc. Até jogo futebol e corro, mas é muito diferente. O principal motivo para participar foi a diversão mesmo. Depois de tanto elas insistirem, entrei no site e fiquei por dentro do evento. Achei muito interessante essa maneira de correr, de ficar colorido e de, no fundo, todos se divertirem.

Crianças de três anos acompanhadas dos pais e até senhores de setenta participaram do evento. Todos tinham um objetivo comum: terminar a corrida completamente “sujos”. A estudante de comunicação de 19 anos Gabriela Corrêa contou qual foi o principal motivo para participar da corrida.

- Já participei de outros eventos, mas nunca tinha visto um tão diferente como esse, que aliou exercício à diversão. Com certeza a tinta foi o que me motivou a participar. E no final, corri e me diverti. Por querer me sujar o máximo, acabei até correndo mais, indo e voltando nos pontos onde os voluntários estavam jogando as tintas.

(Foto: João Pedro Lazanha) Ao lado das amigas, Júlia se diverte toda colorida ao fim do evento.

Após o término da prova todos os participantes ganharam um pacote de tinta para ficarem mais coloridos. A apresentação de um DJ ainda animou o encerramento. Essa nova proposta de se sujar, divertir e correr parece ter sido bem aceita pelo público carioca. O sucesso desse novo formato pode ser visto nas redes sociais. No facebook, a FanPage da Color Run no Brasil já conta com mais de 17.000 seguidores. As mídias alternativas foram de fundamental importância na divulgação do The Color Run.

- Tivemos bastante aceitação, as inscrições foram muito rápidas, e os likes no facebook chegaram a mais de 2000 em apenas um dia. As redes sociais foram nossa principal fonte de divulgação, além de servirem como canal de interação com os participantes. Recebemos críticas e elogios que, com certeza, ajudarão na realização do evento no futuro.  – avalia Wellington.

Porém como tudo que é feito pela primeira vez, a corrida teve alguns contratempos que podem ter comprometido a opinião dos “atletas” presentes. A água quente, o atraso e a falta de uma premiação foram os aspectos mais abordados pelos corredores.

- Tiveram alguns pequenos problemas como a pontualidade com o horário de largada, que foi marcado para 8h, mas só começou 8h40. E mesmo com o atraso, os voluntários ainda não estavam prontos nos pontos e com as tintas preparadas. Outra falha foi a quantidade de tinta, o primeiro pelotão que saiu conseguiu se sujar bem, mas os corredores que vieram depois já pegaram muitos voluntários sem tinta, cheguei a ver gente se jogando no chão pra conseguir ficar pintado. A questão das águas também foi complicada, apesar de ter água para os participantes durante todo o percurso, estavam todas quentes. E eu, particularmente, senti muito a falta de uma medalha no final da prova. – conta a estudante Gabriela.

Mas a Color Run não esconde as falhas acontecidas e acredita que a primeira prova serviu de experiência para melhorar e atrair mais pessoas na próxima edição.

(Foto: João Pedro Lazanha) Mesmo com alguns problemas na organização, corrida foi pura diversão para Gabriela.

- A avaliação que temos é que poderia ter sido muito melhor não fossem os problemas com fornecedores, que atrasaram as entregas e montagem de estruturas. Para nós isso é uma pena, pois o nosso objetivo é que todos saiam satisfeitos e alegres. – relata Wellington Fontes.

No entanto nem esses percalços desanimaram os atletas. Julia fala que se divertiu tanto que não houve tempo para pensar em outra coisa a não ser jogar tinta.

- Eu vi muita gente reclamando de que em alguns momentos passaram pelos lugares das cores e não tinham muitas pessoas jogando. Aconteceu isso comigo também, mas nem me preocupei em reclamar. Estava me divertindo tanto que não fiquei chateada. Nós pegávamos do chão e jogávamos umas nas outras. Foi bem legal.

Os runners dividem a mesma opinião da organização e concordam que a festa chamada The Color Run tem tudo para melhorar.

- Na próxima vez participarei de novo, não me arrependo de ter ido de forma alguma. A proposta é muito interessante, foi a primeira vez do evento no Brasil, então acredito que na próxima já estarão muito mais organizados, atentos para as falhas que tiveram nessa edição. Vale muito a pena! – sacramenta Gabriela.

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