Quem esteve no último Campeonato Mundial de IPSC, na Grécia, pôde observar a família de Jojo Vidanes, que chamava a atenção não apenas pela simpatia, mas pelo envolvimento com a competição. Este ano, o atleta ainda teve o orgulho de competir no mesmo squad da sua primogênita, Claudia Vidanes, que participou de um torneio internacional pela primeira vez.
A relação desta família com o esporte vai além das competições. Jojo possui uma empresa de armas personalizadas para o Tiro Prático e um Clube do Tiro com competições semanais na cidade de Norco, na Califórnia. Além disso, possuem uma outra paixão: a caça.
“Eu sou um ávido caçador e geralmente levo a família inteira para caçar (…) Claudia tem 14 anos e começou a caçar quando tinha cinco anos, tirou a licença de caça aos sete e começou a competir no IPSC há três anos, logo após o Mundial de Bali, em 2008”, conta Jojo.
Início no Tiro Prático
De origem filipina, a família do atirador se mudou para os EUA em 1984, quando ele ainda era adolescente, graças a uma petição feita pelo seu avô que conseguiu o status de imigrante para todos eles. No fim dos anos 80, Jojo teve o primeiro contato com o esporte e logo começou a competir: “Participei de uma prova de IPSC indoor em 1991 e fiquei viciado desde então”.
Cinco anos depois, o atleta entrou para a equipe americana Open e disputou o seu primeiro mundial, em 1996, no Brasil. Mesmo sem o reconhecimento da divisão Modified pelo EUA, em 2005 Vidanes competiu em uma equipe americana não oficial. Em 2008, com a divisão já reconhecida, o atleta conquistou o título de campeão mundial. Já em 2011, Jojo terminou em 7º lugar e afirmou ter vivido o pior Mundial dos seis que ele já havia participado.
Planos para 2012
Com o fim da Modified em 2012, o atleta pretende decidir entre voltar a competir pela Open ou pela Classic. Além disso, Jojo Vidanes planeja tirar
uns dias de folga para reiniciar o seu programa de treinamento junto com a Claudia e dar início ao da Isa, sua filha mais nova. Com apenas nove anos de idade, a caçula já revelou o desejo de ingressar no esporte.
“Meu negócio e hobbies são todos ligados ao tiro desportivo e elas sempre estiveram expostas a tudo isso. Eu não forcei nenhuma delas a querer atirar. Ambas quiseram isso por conta própria”, diz Jojo.


